quarta-feira, 29 de julho de 2009

A revolta, o choro e a alegria causados por uma audiência

As pessoas que se veem processadas judicialmente ou necessitam ajuizar ação para tentar resolver seus conflitos, por muitas vezes, têm seus ânimos alterados. Uns ficam revoltados com o fato de ter que ajuizar a ação para ver seu conflito resolvido; outros choram por relembrar o que passou até aquela sessão; tem ainda os que, já com a saúde debilitada, necessitam de atendimento médico - como em alguns casos por mim presenciados nos quais mister se fez a solicitação de chamada ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU; tem os que comemoram a resolução satisfatória do seu pleito e relevam os problemas que existiram. Os procedimentos no Poder Judiciário ainda têm arcabouço delineado pelo passado, pela censura, pelo frisson das idas as delegacias, pelo comparativo entre ambas situações da esfera policial e da esfera judicial. A sociedade evoluiu, as pessoas estão mais conscientes dos seus direitos, mas o poderio do Judiciário ainda tem muitos mitos e barreiras a serem vencidos até as partes conscientizarem que não estão diante de um sistema supremo, carrasco, mas de um sistema humanizado que tem por fim a resolução dos conflitos advindos da convivência social. Desarmem-se, não esperem de uma sessão de conciliação uma batalha sangrenta, ao contrário, vá à sessão cantarolando os versos de Gilberto Gil & João Donato: "A paz invadiu o meu coração/De repente, me encheu de paz/Como se o vento de um tufão/Arrancasse meus pés do chão/Onde eu já não me enterro mais..."

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