quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Escola de Olinda cria Conselho de Mediação de Conflitos

Após briga entre alunos e alunas, escola é a primeira a criar conselho; mais 14 colégios devem fazer parte do projeto

Da Redação do pe360graus.com
As brigas entre estudantes de um colégio público, em Olinda, há menos de 15 dias, podem estar com os dias contados. A escola estadual Raimundo Diniz, que fica no bairro de Águas Compridas, vai receber um conselho de mediação de conflitos. A esperança é de que os 2,5 mil alunos voltem a ter paz e tranquilidade para estudar.


Uma reunião pode significar uma revolução na forma como as escolas lidam os alunos. Pais, estudantes e professores reunidos. Quem comanda a reunião é o juiz da Infância e Juventude Paulo Brandão. Ele e representantes do projeto escola legal vieram fazer uma proposta, a criação de um conselho de mediação de conflitos. “O objetivo, apoiado pelas universidades, é justamente compor, remediar, solucionar, conflitos. Esse comitê vai trabalhar esses conflitos no seu início”, disse o juiz.

Cerca de duas 2,5 mil pessoas estudam na escola. O lugar costuma ser palco de brigas. Em algumas imagens, filmadas por um aluno, é possível ver duas meninas discutindo na frente da escola. De repente, começam a se agredir. Chegam a rolar pelo chão. Outra cena acontece dentro da escola. Duas jovens parecem estar conversando. Uma delas dá um tapa no rosto da outra. Elas se agridem mutuamente. As imagens foram gravadas em dias diferentes, durante duas semanas.

A escola Raimundo Diniz é a primeira da Região Metropolitana a criar o conselho de mediação de conflitos. Mas ainda este mês outras 17 escolas devem seguir o mesmo exemplo. O conselho vai ter o papel de conversar com pais e alunos, trazer palestrantes para falar sobre os principais problemas enfrentados pela comunidade e ajudar na construção de um ambiente de paz. “Observando as classes, os alunos. Procurando ver a necessidade que o colégio tem”, disse a mãe do aluno, Maria Maciel.

O conselho vai ter o apoio da Faculdade de Olinda e deve começar as atividades no início do ano que vem. Os pais se preocupam com a segurança dos filhos e por isso gostaram da novidade.

“Vamos trazer palestras sobre violência doméstica. Cada unidade de ensino, a partir do que for detectado, vai ter ajuda em relação àquilo que for detectado”, afirmou a coordenadora do Projeto Escola Legal, Etiene Maria da Silva.
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