sexta-feira, 13 de junho de 2014

Economia em negociação com planos

Os custos e as taxas cobradas pelas seguradoras precisam ser constantemente monitorados

Levantamento realizado pela Budget Consultoria, especializada na administração de seguros e planos de saúde, apontou que é possível reduzir em até 50% o valor do reajuste proposto pelas seguradoras na hora de uma negociação. “Para um cliente da área de engenharia, por exemplo, o percentual de reajuste solicitado pela operadora foi de 19,57% e conseguimos reduzir para 7%. Outro caso, também para um cliente da área de construção civil, a redução foi de 17,10% para 5,67%”, cita Ernani Araújo, diretor da Budget, dois casos dentre muitos já conquistados pela consultoria. 

O ganho financeiro é apenas um dos benefícios das empresas que investem no serviço de gerenciamento de planos de saúde. A facilidade para diagnosticar e corrigir os possíveis problemas na administração dos planos; a possibilidade de ampliação dos benefícios concedidos aos funcionários; e o ganho de qualidade também são apontados pelos clientes como vantagens. 

De acordo com Ernani Araújo, em 40% dos casos, os aumentos cobrados pelas seguradoras não são devidos e poderiam ser renegociados pela empresa. “Quanto mais as companhias conhecerem os riscos específicos de seu plano de saúde, mais condições terão de interferir no preço. É preciso adotar medidas preventivas que inibam os exageros e os usos abusivos que possam impactar nos resultados e gerar aumentos desnecessários. Os custos e as taxas cobradas pelas seguradoras precisam ser constantemente monitorados, uma vez que este benefício é o segundo maior custo das empresas depois da folha de pagamento”, finaliza. 

A negociação fica mais viável para empresas de maior porte, a partir de 100 vidas seguradas. Infelizmente, a Agência Nacional de Saúde (ANS) deixa ao sabor do “mercado” a fixação dos reajustes dos planos empresariais. Para firmas de pequeno porte, isso significa ficar nas mãos das operadoras. 

Fonte: Jornal Monitor Mercantil

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